sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“Lembranças de Deus”


As lembranças de Deus...
Como lembranças de uma saudade infinita...
São lembranças que não apagam-se...
Mesmo quando não tentamos viver...
É um efeito sobre nossas naturezas...
Como suspirar karmas...
Apagar devoções...
Onde podemos lutar novamente...
E saber para que lado escolheremos vencer ou perder...
E entre nossos corações, surgir amor...
Para curarmos almas infelizes...
E atravessar a vida com nossas compaixões...
Como viver e saber amar...
Valorizar e saber perder...
Respeitar e saber conquistar...
E saber que entre tudo e todos, somos e fomos uma razão...
Dentro da solidão amarga...
Junto aos passos do perdedor...
Que reprime seu amor próprio...
Em busca da dor para suas revelações...
As lembranças de Deus...
São as lembranças curtas que vivenciamos com os passos da vida...
São nossas farras em uma noite de diversão...
São o que pecamos e reconquistamos...
São as vozes do além que rodeiam nossa dimensão...
E quando acordo...
Ouço a verdade que me diz a vida...
Seja sua inspiração.

Marcos Gomes, 09/10/2009.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

“Entre luzes e trevas”


Entre todos os seus santos...
Qual poderia me oferecer um refúgio espiritual?
Entre os seus anjos...
Qual poderia ser meu guardião?
Nas cidades das luzes...
Os caminhos estão abertos e seguros...
Nas cidades das trevas...
Os caminhos ficam fechados no subconsciente...
E o ódio e desejo se coalizam...
E não sei mais em que acreditar...
As profecias aguardavam nossas mudanças...
Assim como as mudanças resistiram ao tempo, como a mim...
E hoje vivo a liberdade...
No amanhã que nunca saberei...
Nas cidades das luzes...
Nas cidades das trevas...
Entre santos, anjos e demônios...
E por onde devo exigir de mim?
Há uma escuridão nos meus olhos...
Já houve momento que tentei esquecer...
Um suave som surgir...
E através de sentimentos consigo ver...
E por favor, não implore!
Por onde for saberei que existiu...
Assim como sei quem eu fui...
E tudo se coaliza...
Assim como as trevas e as luzes...
Assim como os sonhos...
E a vontade de vivê-los mais uma vez.

Marcos Gomes, 28/09/09.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

“O que eu não sou”


Deus tire-me desse passeio frio...
Não há mais razão para percorrê-lo...
Estou aqui, como o Senhor pediu...
Sem amarras...
Com um coração fragilizado e sem medo de sofrer...
Tudo foi como o senhor havia me dito...
E tudo ocorreu como não pratiquei...
Meu Deus traga-me a fé...
Meus atos são incômodos impulsivos...
Que magoam minha alma...
E não sinto meu coração se envolver...
Lembra-se quando eu sentia-me fraco e doente...
Era para seus braços que eu corria...
Agora meu Deus...
Amputei meu colo...
Onde meu ultimo sorriso lagrimou...
E eu ainda amargo minha alma...
Quando vejo o que me restou...
Meu Deus sinto-me na escuridão...
Onde seus olhos não poderão enxergar por mim...
Estou em busca de uma luz para minha alma...
Onde eu possa ter fé...
Herdada de meus entes queridos...
Para trazê-los...
Se acreditar e conquistar o que alcancei...
Como me alcançastes...
Quando ainda era frágil e sem perdão...
E me resguardei hoje da dura decepção...
E sinto sua falta...
Quando sei o que eu não sou.

Marcos Gomes, 11/09/2009.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

“O vidente”


Aos olhos da tristeza...
Enxerguei bem fundo nos olhos de um vidente...
E foi quando ele me disse...
“Você está pronto para esquecer?”
Toda minha certeza e dúvida se perdiam em suas palavras...
Daí senti algo afastando-se de meus sentimentos...
Como a dor de perder alguém próximo...
E não vê-lo por mais nenhum dia para se despedir...
Toda aquela áurea espiritual me consumia, me partia...
E eu tentava apenas fechar meus olhos e tampar os ouvidos...
Para não ver e nem ouvir minhas verdades explicitas...
E foi quando não pude mais sentir...
Todos meus desabafos e segredos perseguidos...
Pela minha consciência fraca enclausurada...
De mentiras e solidão...
Onde eu me maltratava em plenos dias depressivos...
Por ter sido uma intensa ilusão...
Em uma linguagem apaixonante...
Difusa de imaginação...
Que agora quer seus planos de volta...
Sem frustrações e consentimentos...
Acreditando em algo que irá florescer...
E foi quando o vidente me disse...
“Nessa vida não terá amor,
Mas poderá mudar a vida das pessoas que ama”...
Então foi quando respondi...
“Minha vida está enterrada demais,
Estou pronto para esquecer”.

Marcos Gomes 08/09/2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“OS VOTOS ’’


Caros amigos, trago hoje aos senhores uma poesia que circula na internet como sendo de Victor Hugo, com o titulo "Desejos", mas que na realidade é de autoria de Sergio Jockymann e que foi publicada pela primeira vez em 1980 no Jornal Folha da Tarde, Porto Alegre - RS, intitulada "Os votos".

“Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa.
Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes,
sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar,
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos;
Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes,
você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante;
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
e que sendo velho não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste;
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom;
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência,
acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,
injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
alimente um cuco e ouça o João-de-barro
erguer triunfante o seu canto matinal;
porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo outrossim, que você tenha dinheiro,porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele
na sua frente e diga "Isso é meu",
só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você,
mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher,
e que sendo uma mulher, tenha um bom homem
e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,
e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.’’

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

“Espelho frágil”


Espelho frágil...
Imagem deprimida...
Quanto tempo temos até esquecer?
Tudo o que nos ocorreu...
Tudo o que nos tiraram...
E como nos perdemos...
Tudo foi como queríamos...
E como tínhamos que ser...
Nossa fase era sinônimo de rebeldia...
Assim como as marcas deixadas pelo tempo...
Cicatrizaram na lembrança...
Momentos eternamente vividos...
Que hoje não consigo mais viver...
Sem o suor envolvente daquela época...
Onde a amizade ainda era nossa cura...
E hoje, o tempo é incapaz de mudar...
Como queremos...
Se não tentamos...
Nossas idéias irreais...
Sem conquistas absurdas...
Pois foi isso que me fez rever...
Meus conceitos em um momento de extermínio...
Onde meu lado eloqüente neutraliza meu lado mais insano...
E mostra-me o quanto ainda sou pequeno...
Perto dos demais...
Que conquistaram minha confiança...
Mas desapareceram de minha vida, quando não pude mais tê-los...
E agora, olhando-me ao espelho, sei definir...
O que não posso mais ter.

Marcos Gomes, 20/08/2009.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

“Sem saber”


Eu me encontro só...
Entre mais um espaço perdido na imensidão...
Os sonhos confundem minhas ocasiões...
E eu me sinto isolado de novo sem saber...
Como foi e como será...
E se ainda estarei sentado...
Como se estivesse pronto pra morrer...
Como em outras vezes...
Na perdida consciência...
Que afastou de mim, belas recordações...
Onde você era presente...
E agora está em seu túmulo...
E minha parte mais fraca...
É onde me apago...
Na circunstância da dor...
No pensar induzido...
Buscando viver um novo amor...
Sem sua predileta fantasia...
E rodeado de encontros de ilusões...
Nessa farsa indigesta...
De interesses e decepções...
Onde me entrego de novo...
Já imaginando me perder...
Na intuição...
No desabafo...
Nas verdades nunca ditas...
Enxergando seu belo olhar...
Distraindo minhas imperfeições...
Como se eu estivesse vivo, sem saber.

Marcos Gomes, 12/08/2009.