sábado, 31 de dezembro de 2011

"Antes de Acontecer"


Antes de acontecer...
Lembre das coisas que foram feitas...
E não olhe novamente para trás!
Lembre das memórias que serão apagadas...
E não tente vivê-las novamente!
E antes de olhar ao seu redor, saiba o que se foi com você...
Sentimentos puros sobrevivem...
Sem razão de absorvê-los...
Para fazê-los acreditar...
Nas várias formas que não tentastes entender...
Na melancolia exercida...
Na dor traumatizante...
No suspiro ofegante...
Na vontade vencer!
Sua dor, revolta delirante...
Que afogou-lhe a magoas...
E o deixou sozinho, sem mais ninguém...
E como faço para ser diferente?
Vocês não despertam no amanhecer!
Não fazem parte da surpresa...
Não trazem-me a nenhum prazer...
Enquanto aguado algum reconhecimento...
Enquanto me orgulho por vocês!
Me divido entre em que devo acreditar...
Em pensamentos malditos controlando minha mente...
Assassinando minha benevolência...
De torna-me um homem bom para você!
Queria apenas ser livre!
Queria apenas de voltar a ter meus bons motivos!
Para vivê-los...
Entusiasmados...
Sem razão para esquecê-los...
Mesmo antes de acontecer...
Mesmo antes de me surpreender...
Afirmando que a vida me surpreendeu...
Afirmando que não fui honesto quando amei...
Afirmando que esquecer, não foi a saída...
E nunca será!
Antes de acontecer!
Antes de saber quem você é!
Antes de impactar o quem mais lhe ama!
Surpreendentemente o tempo me evoluiu...
E me tornei um ser desiludido...
E saberei dizer quando me magoar...
Saberei dizer quando enlouquecer...
Antes de acontecer.

Marcos Gomes, 31/12/2011.

sábado, 23 de julho de 2011

“Traga-me para o alto”


Traga-me para o alto, vou me lançar...
Tenho algo a dizer quando chegar ao céu...
Nessas horas o tempo dificulta o pensamento...
E paro para lembrar o que eu fui durante esse período...
Nesse espaço tão pequeno...
Onde as lembranças vagas nem chegam à memória...
E viro um cara preso no esquecimento...
Um homem sem rancor e amor...
Que tenta lembrar-se das nossas alegrias...
Das minhas falhas...
Mais nesse mundo doentio fiquei sem força...
E parei de lutar...
E por favor, Levante-me!
Preciso ter uma esperança...
Não poderei enfraquecer quando chegar a minha hora...
Todos me observam...
Mais não sabem das minhas amarguras...
Não sabem das minhas mentiras, o quanto pequei...
E não posso mais me enganar com isso...
Serei diferente...
Você fazendo parte de mim...
Nesta noite...
O luar refletindo nas rugas do rio encantado...
Que lapidam a beleza deslumbrante desse brilho...
E refazem meu viver...
Na minha memória, onde tudo se resume nesta noite...
Eu sem lar, sem abraços de verdadeiros amigos...
Aquecendo-me nos ventos dos sonhos...
Que me levam aos sentimentos esquecidos...
E trazem de volta quem um dia foi feliz com você...
Límpido e puro...
Temeroso, inconfortável...
Lembranças vagas...
Reminiscências de uma vida dura...
Sem pressão psicológica...
Acontecem na vida das pessoas!
Que são livres...
São impuras...
Tanto faz ser quem eu sou!
Eu estive perto da felicidade...
Eu estive perto do amor...
Portanto traga-me para o alto...
Mostrarei o que hoje restou de mim...
Isolado neste caco de mágoas...
Que tenta remendar a cada dia...
Momentos felizes que se passou, e eu perdi.

Marcos Gomes, 22/07/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Afaste-se do Meu Ser"


Famintos de amor, nessa estrada sem paixão...
Os solitários vivem fiéis aos seus controles...
E o tempo desafogou as almas desse doce veneno...
E as apagou-lhe de algumas falhas...
E ninguém parece entender!
Sempre honesto perante compreender...
Sempre objeto diante enfraquecer...
Supostamente és assim, e agiste assim...
Para me fazer chorar!
Para me fazer alegrar!
Eu rezei para não lhe oferecer a dor...
E hoje você me traz uma paz...
Que no fim não me servi para nada...
Eu me pareço honesto pra você?
Talvez esta noite pareça ser diferente...
Algo prático irá acontecer!
Suas vozes me dizem algo como eu te amo...
Dias luzes irão reconhecer!
O prazer da paixão...
O sussurro da excitação...
Até a morte dos imperdoáveis surgir...
E os alfas e betas desaparecem...
E as frações tornarem-se nulas...
Como feitos, sem nenhum desempenho...
Como nunca entendido...
Como não entendes também!
A sensibilidade da minha alma perante a sua...
Fui poeta antes de ser um tolo...
Reviste minha forma de amar...
E é como poderia ter amado...
Como se pronúncia um grande amor...
Que revive a alma...
De quem chora...
De quem enobrece...
E de quem odeia...
Sonhos e surpresas...
Da alma amarga...
Que conquista...
E me arrasa...
Sem me manifestar como me sinto...
Simplesmente anula-me...
Como cidadão sem bolso...
Sem nenhuma fartura sentimental...
Que procedi um ternuroso afeto, que afasta você de mim.

Marcos Gomes, 03/07/2011.

domingo, 13 de março de 2011

“Ilusões Paranóicas”


Uma única resposta para nada!
Uma única saída para permanecer onde estar!
Teu respeito sem nenhum consentimento...
Eu fugi do mundo da agonia...
Sem calar meu caráter da minha alma impura...
Sem esquecer meu passado doentio...
Apaguei-me na fúria...
Sem nenhum estimulo para me consolar...
Sem um novo lugar para recomeçar...
Reescrevo como não existo, brincando de existir...
Esses são os egos das magoas e tristezas...
Que machucam os sentimentos vazios...
Por permanecerem vazies!
Como encontro você...
Nessa canção melancólica...
Fingindo sentir-me...
Fingindo ser eu...
Para me compreender!
Valeria apena tentar...
Mais não chegaria a lugar algum!
Essa fuga é apenas minha...
E suas diversões não combinam com a dor...
Você é feliz...
Você senti a presença da fé...
Não siga nesse caminho...
Muitos desistiram, e vivem sem sonhar...
E é um sonho sonhar com você...
É preciso ser forte para passar pelo caminho da solidão...
Gigantesco nesse mundo...
E nas manobras que ele ofereceu!
Feito ilusões paranóicas...
Acordadas na memória pulsante...
Que realizam minhas visões panorâmicas...
Visionárias das realidades que desejo viver...
Sentindo paz...
Mergulhando na imensidão do meu vazio...
E dedicando cada momento feliz aos quais eu não sentir...
Num salto impulsivo...
Onde minha imaginação acorda...
E revela situações em que senti você!
Dentro do universo paranóico...
Dentro de minhas observações!
Assim se findam algumas coisas...
Das quais nunca compartilhei!
Assim se define uma análise mental...
Da qual acordou, e se tornou doentio.

Marcos Gomes, 13/03/2011.

domingo, 19 de dezembro de 2010

“Confidências apagadas”


Um ponto falso...
Uma atitude indefesa...
Assim defino um movimento...
Que permaneci em repouso...
Distante de verdadeiramente existir...
Arrastando-se...
Humilhando-se...
Até distrair-se...
Do imperfeito, mago triste...
Que representa suas magias...
Até lhe reservar um momento para se entreter...
E é absurdo...
Saber o que se revelará atrás do escuro!
E recordar que sua mágica é uma ilusão passageira...
E você sabe!
Você me trouxe até aqui!
O que posso lhe oferecer em troca disso?
Desapareci durante muito tempo...
Com vergonha de minhas escolhas...
E o tempo me destinou até você...
Para lhe revelar esses tristonhos momentos...
Que vivem no oculto de meu prazer...
Mais fazem-me ser outra pessoa...
E dependendo da situação...
Posso ou não lhe confidenciar quem eu sou!
Partir muito cedo pelos sonhos nessa vida...
Aprendi muito cedo a sentir o que é dor e amor...
E hoje não confidencio mais nada a ninguém...
Preso em um egocentrismo desequilibrado...
Sem nada para me alimentar!
Pois durante cedo demais às coisas aconteceram...
Cedo demais era novo para entender...
Tudo foi tão difícil...
Até eu entender!
Como encarar a morte...
Como superar a perda...
Como viver a humilhação e a desgraça...
E como tá sendo difícil ser eu mesmo!
Impróprio de meus atos...
Superando as turbulências que confidencio para eu partir...
Sinta tudo isso como uma leve surpresa...
Sinta como se tudo que eu inventasse fosse perfeito...
Eu escondi durante muito tempo minhas confidências...
E hoje as apago, nesse desgastado sofrer.

Marcos Gomes, 20/12/2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

“Preso em um certo ser”


Preso em um certo ser...
Pergunto-me como sinto-me assim...
Envelhecendo entre paredes pálidas!
Onde nenhuma paz ou mudança prolonga minha paciência...
E minhas palavras soam como revoltas imaturas...
E degrada o que você pensa sobre mim...
E tudo termina sem vitórias neutras...
Até minha alma se alimentar em outro ser vazio!
E somente assim sinto-me em um momento de tranqüila paz...
É assim que ouço o desconhecido intemível...
É assim que revelo minhas fraquezas...
É assim que desprezo esse corpo sujo de mim...
Em dias vazios no desespero...
Implorando por liberdade...
Deixando-me na desonra...
Para valorizar o que aprendi até aqui...
Agora com outros olhares...
Com idéias renovadas quanto minhas dúvidas...
Até o paraíso que inventaram para mim...
Lembre-me apenas de acordar-me!
O caminho que estamos é confuso...
E muitas almas podem se perder!
Como já me perdi algumas vezes...
Vendo meu corpo enfraquecer...
Longe de minha alma elucida...
Que alimentava com força minha fé...
Ouvindo os sussurros fantasmas do desconhecido...
Apreciando minha luta...
Por não desistir...
Por salvar meu corpo cansado e envelhecido...
Por tudo que ele ofereceu...
Em outras almas puras...
Da origem ao derradeiro triste fim...
Onde todos pecamos perante a vontade divina...
E todos sabem nossos desafios...
Estamos presos em corpos fúnebres...
E nossa força espiritual ainda pode ser a salvação...
É preciso ser forte para terminar minha luta...
É preciso para encarar o que precisamos...
Não tenho olhado ao meu redor...
Mais sei que é preciso!
Estar preso em um ser que não é você...
Não é viver!
E todo dia se sentir um ser solitário, é se torturar!
Seja a fuga para o desconhecido...
E tente descobrir quem é esse ser.

Marcos Gomes, 11/12/2010.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

“Abra os Olhos”


Sempre frio e resguardado...
Como sente-se solitário vivendo assim?
Meus amigos e inimigos presenciam minha fúria...
Aplaudem minha amargura...
E eu, continuo mantendo-me em pé!
Até outro salto, a caminho de um mundo mais fortalecido...
Onde abriguem-se teorias sábias...
Que respondão sobre nossas vidas...
Para tentar descobrir porque há pessoas infelizes...
E seus primatas sentimentos fazem-lhe sofrer...
Porque somos estúpidos quando queremos!
Sabendo que iremos fazê-las sofrer...
E tudo que encontra-se fora do lugar...
Sabemos como reverter!
Mas sua humildade é nula...
E desejo que sofra assim...
Como viste-me sofrer!
Agora peço-lhe que esqueça...
O tempo ordinário passou na fase que me entristeci...
Os dias ruins se foram...
Vamos nos conter!
Dividir nossas riquezas...
E rezarmos para que tudo termine assim...
Como sonhamos em momentos felizes...
E a paz prevaleça até eu sentir-me feliz novamente!
Olhando em seu rosto, e a sentindo viver!
Enxugando lágrimas...
Das lembranças não lembradas...
Que adormecem no sentimento entristecido...
Em busca do alivio...
E na esperança, onde tudo se define até aqui!
E tenha fé...
Relutar ainda pode guiar seus objetivos...
Como a vida muda de roteiros...
E definimos amarguras em precipitações...
Respirando, recriando situações...
Para enxergar por traz da escuridão...
Visões que não enxergamos...
Visões que queremos ver!
Mais que nos deixam cegos por sermos quem somos...
Por não valorizar quem amamos!
E ser vitimado pela incoerência da dor!
Que fazem revivê-las e reencontrá-las...
Em pesadelos diários...
Sentindo-nos despedaçados...
Até abrir os olhos, e lembrar-se de tudo outra vez.

Marcos Gomes, 15/11/2010.